Conforme as datas dadas no texto, os doze capítulos de Daniel cobrem todo o período do exílio. O livro começa com informações que nos levam ao ano de 605 a.C., quando Nabucodonosor pela primeira vez colocava os pés na região Siro-palestina, depois de ter derrotado e seguido o exército egípcio; e a última data mencionada é o terceiro ano do rei Ciro, 537 a.C. (cf. 10.1). O livro se divide em duas partes iguais: os capítulos 1 a 6, relatando incidentes que aconteceram com Daniel e seus amigos, e os capítulos 7 a 12, que são cronologicamente superpostos e contam, com detalhes, quatro visões que vieram a Daniel quando já era homem velho. (...)
Com o seu conteúdo datado no século sexto, seria natural buscar aí o pano-de-fundo que provesse o contexto histórico para o livro; nesse ponto, porém, o estudante se apercebe que a maioria dos comentários apontam para outra direção, pois quase sem exceção é tomado como certo que o livro tenha sido escrito em resposta a uma ameaça religiosa e política que pairava sobre a Judéia, no segundo século a.C. (...). Este ponto-de-vista é mantido tão firmemente que muitos comentaristas nem sequer expõem as razões para as suas afirmações concernentes à datação do livro no segundo século a.C. Essa tarefa foi bem executada pr S. R. Driver no início do século e o leitor não tem coisa melhor a fazer do que examinar os argumentos com os seus próprios olhos, sempre tendo em mente, contudo, que embora ele considerasseprovável que o livro tivesse sido escrito em 168 ou 167 a.C., estava convencido de que a evidência interna mostrava que ele não poderia ter sido escrito antes de c. 300 a.C., e na Palestina. Suas razões para tomar essa posição são apresentadas a partir de três ângulos: histórico, lingüístico e teológico...
... Levando-se em conta todos os fatores relevantes, incluindo-se aí os argumentos para a unidade do livro, uma data no fim do sexto ou no início do quinto século a.C. para o livro como um todo nos parece ser a que melhor correspondente às evidências.
Maiores detalhes: Daniel, Introdução e comentário, Joyce G. Baldwin, série cultura bíblica, Vida Nova. Este livro mostra o porquê do livro de Daniel não ter sido escrito no ano 167 a.C., mas, como já foi dito, no fim do sexto ou no início do quinto século a.C.
Deus, por meio de seu servo Daniel, revelou o futuro do mundo por meio de um sonho que o rei Nabucodonosor teve. Ali foi mostrado o nascimento e a queda dos quatro grandes impérios, a saber: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Esta fantástica profecia pode ser lida em Daniel 2. Pelo fato do livro ser datado desde a época do primeiro império, i.e., Babilônia mostra o grande poder de Deus. Quem pode desvendar o futuro? "Mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de acontecer nos últimos dias..."
Conforme as datas dadas no texto, os doze capítulos de Daniel cobrem todo o período do exílio. O livro começa com informações que nos levam ao ano de 605 a.C., quando Nabucodonosor pela primeira vez colocava os pés na região Siro-palestina, depois de ter derrotado e seguido o exército egípcio; e a última data mencionada é o terceiro ano do rei Ciro, 537 a.C. (cf. 10.1). O livro se divide em duas partes iguais: os capítulos 1 a 6, relatando incidentes que aconteceram com Daniel e seus amigos, e os capítulos 7 a 12, que são cronologicamente superpostos e contam, com detalhes, quatro visões que vieram a Daniel quando já era homem velho. (...)
Com o seu conteúdo datado no século sexto, seria natural buscar aí o pano-de-fundo que provesse o contexto histórico para o livro; nesse ponto, porém, o estudante se apercebe que a maioria dos comentários apontam para outra direção, pois quase sem exceção é tomado como certo que o livro tenha sido escrito em resposta a uma ameaça religiosa e política que pairava sobre a Judéia, no segundo século a.C. (...). Este ponto-de-vista é mantido tão firmemente que muitos comentaristas nem sequer expõem as razões para as suas afirmações concernentes à datação do livro no segundo século a.C. Essa tarefa foi bem executada pr S. R. Driver no início do século e o leitor não tem coisa melhor a fazer do que examinar os argumentos com os seus próprios olhos, sempre tendo em mente, contudo, que embora ele considerasseprovável que o livro tivesse sido escrito em 168 ou 167 a.C., estava convencido de que a evidência interna mostrava que ele não poderia ter sido escrito antes de c. 300 a.C., e na Palestina. Suas razões para tomar essa posição são apresentadas a partir de três ângulos: histórico, lingüístico e teológico...
... Levando-se em conta todos os fatores relevantes, incluindo-se aí os argumentos para a unidade do livro, uma data no fim do sexto ou no início do quinto século a.C. para o livro como um todo nos parece ser a que melhor correspondente às evidências.
Maiores detalhes: Daniel, Introdução e comentário, Joyce G. Baldwin, série cultura bíblica, Vida Nova. Este livro mostra o porquê do livro de Daniel não ter sido escrito no ano 167 a.C., mas, como já foi dito, no fim do sexto ou no início do quinto século a.C.
Deus, por meio de seu servo Daniel, revelou o futuro do mundo por meio de um sonho que o rei Nabucodonosor teve. Ali foi mostrado o nascimento e a queda dos quatro grandes impérios, a saber: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Esta fantástica profecia pode ser lida em Daniel 2. Pelo fato do livro ser datado desde a época do primeiro império, i.e., Babilônia mostra o grande poder de Deus. Quem pode desvendar o futuro? "Mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de acontecer nos últimos dias..."
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